"Ora, a leveza não é a simplificação, nem o reducionismo, mas o bom voo que nos permite ver mais longe." Ítalo Calvino

terça-feira, 23 de março de 2010

Antigos escritos - A Estreia!


Pretendo que esse seja o primeiro de muitos posts em que transcreverei textos antigos. Meus, é claro. Entendam por antigo o que não foi escrito neste ano - e isso pode mudar.


Começo com um artigo que escrevi em 14 de dezembro do ano passado, 2009. Ele foi motivado por um artigo do Kanitz, de quem sou fã.


Aí está:




A indefinição de felicidade


Definir o melhor conceito para a felicidade é uma das tarefas trazidas pelo século XXI. Vivemos o auge do caos, motivado em grande parte pelo sistema capitalista no qual estamos inseridos. Somos condicionados a acreditar que a plenitude consiste no poder da compra e no prestígio que isso traz.

A felicidade, entretanto, é uma definição flutuante. O que faz alguém feliz pode não ser motivo para tirar outra pessoa da melancolia ou do ceticismo. A tentativa de padronizar e vender esse estado de alegria como estratégia de marketing, portanto, tem suas falhas. Transformar em concreto um sentimento tão abstrato e particular é muito audacioso.

Há que se entender também que a felicidade idealizada é inalcançável. A ideia de que dependemos de uma perfeita conjuntura para que sejamos felizes por trazer ainda mais angústia. Nem sempre teremos todos nossos desejos realizados e surgirão situações que fugirão ao controle.

Não há receita para atingir um estado supremo, mas buscar conviver bem com os percalços é uma boa estratégia. Lembrar de coisas ruins e ter um pensamento pessimista atrapalham o caminho que se trilha ao buscar e ser feliz. A felicidade, como já dito por aí, não é nada além de boa saúde e memória fraca.

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