"Ora, a leveza não é a simplificação, nem o reducionismo, mas o bom voo que nos permite ver mais longe." Ítalo Calvino

quarta-feira, 31 de março de 2010

Momento literário: Adeus China - O Último Bailarino de Mao

"Esta é a história de Li Cunxin - uma narrativa que poderia ter desaparecido, como as vidas de outros milhões de camponeses, em meio à revolução e ao caos. É uma história de coragem, de amor de mãe e do anseio por liberdade de um jovem. O relato belo e precioso de uma vida insporadora contado com honestidade."


Pensem em um livro emocionante, escrito com o coração. É assim que caracterizo "ADEUS CHINA - O Último Bailarino de Mao", autobiografia de Li Cunxin.
A história de Li gira basicamente em torno de sua saída da China em função do Ballet, e com isso a descoberta de um novo mundo.

O livro começa contando a infância do protagonista, na província de Qingdao, na China. Na época, após a Revolução Cultural de Mao, as pessoas viviam em uma situação de extrema miséria. A família Li, pelo grande número de filhos, fica resignada a se alimentar apenas de inhames secos, e dos bolinhos que a niang (mãe) fazia em datas especiais. O amor de mãe da niang e a força e coragem do dia (pai) são os responsáveis pela educação recebida por Cunxin e seus irmãos, fato que será determinante no seu sucesso na dança. A ida de Li à escola mostra como a educação foi encarada pelos seguidores de Mao. O tradicional livro vermelho é o companheiro inseparável de Li. Foi também na escola que foi selecionado para participar do Ballet de Madame Mao, o acontecimento que mudou sua vida.

A segunda parte da história se passa em Pequim, na academia de dança que Cunxin passa a pertencer, no início, com muito sofrimento. Sob a tutela de professores frios e exigentes, o menino começa a se acostumar ao sofrimento da solidão e ao medo do desconhecido. Aos poucos começa a fazer amigos e se destacar. Ao conhecer o professor Xiao, que se torna seu melhor conselheiro, Li decide que quer ser o melhor. Daí começa a sua carreira de sucesso.

Por fim, na terceira parte, Li Cunxin chega à América. É desertado e mais tarde acolhido novamente pelo seu país. Mas, após conhecer a terra da liberdade e ter apagada de sua mente a ideia errada de prisão e pobreza do Ocidente que tinham lhe imposto, Li decide permanecer nos Estados Unidos, onde consitui uma família com Mary, e se firma definitivamente como um dos maiores bailarinos clássicos do mundo.


As visitas à China se tornam mais frequentes e a ajuda financeira os proporciona uma vida mais tranquila.

"Um dia seria amigo do presidente e da primeira-dama, de astros de cinema e das pessoas mais influentes dos Estados Unidos. Seria uma estrela: o último bailarino de Mao, o queridinho do Ocidente."





E para a felicidade de muita gente (a minha está incluída!), neste ano será lançado o filme "Mao's Last Dancer". A estreia está prevista para Maio nos EUA. No Brasil, ainda não está definido. TRAILLER

sexta-feira, 26 de março de 2010

SUCESSO!

Como eu disse há 3 postagens, estava participando de uma promoção no site do Nando Reis. Ela consistia em adivinhar quem era o Nando em uma foto e, em seguida, enviar uma foto sua quando criança pra compor um mural que a produção dele estava montando. Mandei minha foto, obviamente. E não é que ela apareceu? rs

A foto original, publicada no site:




A foto mais de forma mais interessante rs:



E eu, criança:






Preciso dizer que estou super feliz de estar no site do Nando? E feliz por ele ter visto minha carinha, que nem mudou tanto de 15 anos pra cá? haha :)
Se precisa, estou MUITO feliz!! :):):):)
TE AMO, NR!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Momento poético

Uma poesia escrita hoje, 25 de março, sob a pressão de sentimentos urgentes, durante uma aula bem chata!
Dedicada a alguém :´)
OBS.: Como é a primeira poesia que posto aqui, vou deixar bem claro que sou completa e totalmente amadora. Ou seja, nada de críticas do tipo: falta métrica, sobram rimas, falta conteúdo ou sobram erros. Grata :)


There it goes:





POEMA DA AMADA

Sem apelo que se faça
sem custódia nem perdão
Não me sobra a carcaça
se dilaceras meu coração

Nos meus planos não estava
adorar-te até a alma
Liberdade eu cantava
antes do fim da minha calma


Me pôs fora do caminho
mas não me trouxe a paz
Se não tenho teu carinho
só a dor o amor traz


Se estás feliz, porém
que queixas posso ter?
Fico assim feliz também
Porque és meu bem querer

terça-feira, 23 de março de 2010

Antigos escritos - A Estreia!


Pretendo que esse seja o primeiro de muitos posts em que transcreverei textos antigos. Meus, é claro. Entendam por antigo o que não foi escrito neste ano - e isso pode mudar.


Começo com um artigo que escrevi em 14 de dezembro do ano passado, 2009. Ele foi motivado por um artigo do Kanitz, de quem sou fã.


Aí está:




A indefinição de felicidade


Definir o melhor conceito para a felicidade é uma das tarefas trazidas pelo século XXI. Vivemos o auge do caos, motivado em grande parte pelo sistema capitalista no qual estamos inseridos. Somos condicionados a acreditar que a plenitude consiste no poder da compra e no prestígio que isso traz.

A felicidade, entretanto, é uma definição flutuante. O que faz alguém feliz pode não ser motivo para tirar outra pessoa da melancolia ou do ceticismo. A tentativa de padronizar e vender esse estado de alegria como estratégia de marketing, portanto, tem suas falhas. Transformar em concreto um sentimento tão abstrato e particular é muito audacioso.

Há que se entender também que a felicidade idealizada é inalcançável. A ideia de que dependemos de uma perfeita conjuntura para que sejamos felizes por trazer ainda mais angústia. Nem sempre teremos todos nossos desejos realizados e surgirão situações que fugirão ao controle.

Não há receita para atingir um estado supremo, mas buscar conviver bem com os percalços é uma boa estratégia. Lembrar de coisas ruins e ter um pensamento pessimista atrapalham o caminho que se trilha ao buscar e ser feliz. A felicidade, como já dito por aí, não é nada além de boa saúde e memória fraca.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Momento musical: Nando Reis

Esse título logo aí em cima deveria ter outro nome. Momento sentimental, talvez. E como não? Dono da voz mais melodiosa que eu conheço, das letras mais cheias de coração, do melhor ritmo do mundo... como não ser loucamente apaixonada por José Fernando Gomes dos Reis?








E qual a motivação de citá-lo logo agora? Várias...

Sua nova música, "Pra Você Guardei o Amor" é, além de linda, um espelho da minha vida no momento. Tô guardando, tô guardando. ;) É dele com a Ana Cañas e tá no novo CD, Drês.

Além disso, dia 14 agora fez um ano do último show do NR que eu fui. Guardo bem a data, porque, além de ser a véspera do aniversário de uma amiga querida, a Maricota (que foi comigo ao show), o dia 14 (e madrugada de 15) de março do ano passado, foi um marco na minha vida. Mas isso são águas passadas...

E por fim, Nando está fazendo uma super brincadeira, no seu site oficial, em que está reunindo fotos dos fãs quando crianças. Óbvio que a minha está candidata a entrar no mural, por isso torçam por mim.





Post de hoje será assim curtinho, mas só pra atualizar o blog e deixar bem claro ao mundo o quando Nando deixa minha vida mais colorida. Muchas gracias.


E a quem possa interessar, o vídeo da música citada.

Beijos enormes de uma pessoa que gostaria de estar mais presente! :)