"Ora, a leveza não é a simplificação, nem o reducionismo, mas o bom voo que nos permite ver mais longe." Ítalo Calvino

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Poesia salva a alma...



''E que fique muito mal explicado. Não faço questão de ser entendido. Quem faz sentido é soldado.''
Mário Quintana

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Antigos escritos - 3


Texto de 28/12/2009



CIÊNCIA MAIS DEMOCRÁTICA

A construção do saber acompanha o ser humano desde os seus primórdios, antes mesmo que houvesse a consciência desse fenômeno. As inovações e tecnologias fazem parte, inclusive, do que se conhece por cultura de um povo. É impossível dissociar as práticas e costumes de uma sociedade do conhecimento construído por ela nesses processos.
No entanto, o acesso à ciência já foi, em diversas épocas, censurado por interesses distintos. A Idade Média com suas fogueiras e as ditaduras em vários locais do mundo durante o século XX são exemplos clássicos da barreira criada ao conhecimento. Essas situações foram, reconhecidamente, atrasos para a população que esteve submetida a elas. A falta de contato com a informação, seja ela de qualquer área do saber, resultou em gerações de alienados que ficaram impossibilitados de serem instrumentos de crescimento científico de seus países.
Hoje, com o advento da internet e a facilidade de comunicação, é fundamental que haja, por parte dos cientistas, divulgação de seus trabalhos e providências para que o acesso a essas informações seja irrestrito. A continuidade e a perpetuação do pensamento científico depende, sobretudo, do interesse dos jovens, que para ser despertado demanda contato com o meio acadêmico. Afinal, de que serviria a ciência se fosse exclusividade dos laboratórios? Qual seria seu propósito além de contribuir para o progresso da humanidade e de sua educação?



:)

segunda-feira, 19 de abril de 2010

Letra de música para o fim do ócio virtual

"How do you solve a problem like Maria
How do you catch a cloud and pin it down
How do you find a word that means Maria
A flibbertijibbet, a will o-the wisp, a clown
Many a thing you know you like to tell her
Many a thing she ought to understand
But how do you make her stay
And listen to all you say
How do you keep a wave upon the sand
Oh how do you solve a problem like Maria"


Música indicada pela minha amiga Luana. #NOVIÇAREBELDEFEELINGS


Depois volto mais ativa! bjs

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Antigos escritos - 2

Tema de hoje: POLÍTICA.
Texto de 07/12/09





O retrato da política brasileira nos primeiros anos do século XXI é um tanto deplorável. Ocupando posições de destaque negativo em rankings mundiais de corrupção, o Brasil virou notícia internacionalmente, sobretudo após o desenrolar das investigações sobre o arranjo de roubos feitos por parlamentares. Essa prática ficou conhecida como mensalão, e foi um gatilho para a descoberta da sujeira por debaixo do tapete.
Toda a irregularidade não foi, entretanto, punida com rigor. Após a onda de revolta decorrente dessa impunidade, porém, mais uma vez o cidadão se calou. E talvez seja esse o motivo pelo qual essa situação perdure. Esperar que os políticos sejam punidos por colegas é ilusório, visto que muitas vezes as mazelas de um estão atreladas às culpas de outro. A generalização é também utópica, mas o quadro leva a acreditar que são poucos os isentos de culpa.
O aspecto de desonestidade que se constrói não mudará enquanto a postura do cidadão não mudar. É preciso perceber a função do Legislativo, que vem sendo ofuscada pela do Executivo, já que este contém os personagens mais emblemáticos. A aproximação das pessoas do conceito real de cidadania é fundamental, para que entendam que devem ter postura crítica e exigir seus direitos não apenas de quatro em quatro anos. A culpa de toda a "bandalheira" não é restrita à Brasília.



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Beijos sinceros ;)

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Momento poético - 2

Seguindo conselhos do meu querido amigo Gustavo Bacha, o célebre Beiçola, vou adotar "poetisa" e abandonar de vez a generalização que "poeta" traz. "É mais classudo", diz ele.
No cardápio de hoje, um poema que me veio à cabeça após a leitura do livro "A Cidade do Sol/A Thousand Splendid Suns", de Khaled Hosseini, autor também de "O Caçador de Pipas". Livro maravilhoso, emocionante e cuja história deveria ser contada ao mundo.
[O Beiça querido tentou me ajudar no título também, sugeriu "Urbes em Solstício", mas acho que não combina muito. Obrigada, anyway. Aliás, não sei ser boa em títulos!]

Eis então o mais novo feito dessa pseudo-poetisa que vos escreve:





LUGAR AO SOL, LUGAR DO SOL

Fundo calabouço
sem grades, sem portões
guarda o jovem moço
e destroi suas emoções

Logo se entende
que nada vai adiantar
Se liberdade é o que pretende
chorar, berrar, lutar

Que jovem é este senão
o velho país que guarda
a moça, o moço afegão











:)